terça-feira, 29 de maio de 2007

Sabe porque ela apanhou?!



Na última sexta-feira, dia 25/05, cerca de três mil pessoas aguardavam no Aeroporto Internacional de Salvador a chegada do Prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, preso no último dia 17, na ação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal.

Os grandes veículos de comunicação do estado, tentaram desqualificar o ato, usando termos como confusão, bagunça, dando grande destaque para as notícias de agressões aos repórteres que cobriam o evento, a exemplo da profissional Raquel Porto Alegre (Rede Bahia), "vitíma da fúria dos manifestantes"!

A informação foi passada em tele-jornais, programas de rádio e requintado pelo impressos.

Esqueceram, apenas, de ressaltar as provocações partidas pela jornalista que, em meio a multidão, lançava palavras do tipo: "Caetano tinha é que ficar preso." "Ele é ladrão mesmo, até que se prove o contrário!""Vão tomar no..."

Além das agressões verbais, a imparcialidade da senhora Raquel foi demonstrada também através da violência dos seus gestos.

É claro que nenhuma violência é justificada, mas a postura da jornalista foi irresponsável e inadequada, descredibilizando a ação da categoria que partiu em sua defesa.

Será que ela vai colocar essa foto no jornal?
Otaviano Maia
Pós-graduando em
Jornalismo Contemporâneo

7 comentários:

Unknown disse...

Quem conhece Raquel sabe a pessoa íntegra que ela é e como leva a sério sua profissão. É muito fácil pegar uma foto e sair fazendo julgamentos para criar polêmica no seu blog. Se ela fez alguma coisa é pq nenhum ser humano é de ferro e devem ter tirado ela do sério, se é que ela fez o que eu duvido! Bom jornalismo não se faz desse jeito meu rapaz, pós graduado. Se quer mostar o lado B do jornalismo deveria começar pelo seu bolg. Jornalismo especulativo é amadorismo.

FabioCarper disse...

Meninos eu vi! Não só a Raquel Porto Alegre, mas o Gabriel Pinheiro da Band, estavam provocando, como se fossem militantes adversários dos manifestantes que se faziam presentes no aeorporto, quando do retorno do prefeito Caetano. Não sei o que deu neles, mas hostilizavam gratuitamente os simpatizantes do prefeito e partiram para as vias de fato com a massa. Que jornalismo é esse? Muito fácil só econtrar erros fora da imprensa. Vamos nos enxergar e enxergar os nossos erros!Sem corporativismo tá?

Raquel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel disse...

Direito de resposta - (o comentário anterior saiu com um erro - por isso foi apagado)
Senhor Otavianno,
Venho acompanhando à distância, por meio dos blogs criados na sua disciplina de pós-graduação nas Faculdades Jorge Amado (onde fui docente por quatro anos, onde tenho colegas na sua sala de aula, onde tenho ex-alunos que hoje são seus colegas tb), as acusações que vêm sendo feitas à minha pessoa a partir dos textos e da foto que o senhor está publicando e tentando divulgar ao máximo.
Não nego ter pedido toda a minha paciência naquela manhã. Isso aconteceu de fato. Mas não de graça, como está sendo colocado pelo senhor. Nenhuma pessoa fala qualquer coisa a outra, indiscriminadamente, do nada. Eu nem seria burra, o suficiente, para me comprometer por tão pouco. Sou uma pessoa íntegra, senhor Otavianno. Tenho valores e sentimentos. Estava eu sim, no meu canto realizando o meu trabalho. Apenas isso, quando os manifestantes partiram para cima de nós, jornalistas. Para cima da minha equipe em especial, por trabalharmos – apenas isso – para uma empresa ligada, de alguma forma, a um grupo político contrário às ideologias do seu partido. Esse é, aliás, o grande erro da massa. Vocês confundem as instituições com as pessoas e partem para cima de quem está na rua. Foi isso o que nos aconteceu. Assessores do senhor prefeito (contra o qual não tenho absolutamente nada. Nem o conheço. Nunca o entrevistei ou tive qualquer contato com ele) assistiram a tudo, presenciaram. Vieram, inclusive me pedir desculpas pelo ocorrido. Militantes também presenciaram e ficaram pasmos com o que nos fizeram. Vieram pessoalmente me pedir desculpas, no momento em que passei mal. Estávamos lá para mostrar a festa de vcs, que foi transformada naquilo, sim. Fui agredida sim, antes de qualquer ato meu. Vc mesmo, apesar de qualificar o meu ato, assume isso no seu texto. "É claro que nenhuma violência é justificada, mas a postura da jornalista foi irresponsável e inadequada, descredibilizando a ação da categoria que partiu em sua defesa”, escreveu o senhor na sua postagem. Reagi à violência contra mim.
Senhor Otavianno, tenho 32 anos de idade, sou jornalista formada e tenho mestrado na área de Comunicação. Fui aluna de professores seus. Fui colega de outros professores seus. Não vou jogar fora o que construí, dessa maneira. Sempre tive valores muito nobres, passados em sala de aula, quando fui professora. Valores que prezo no meu dia-a-dia na profissão. Tenho muito respeito por todas as minhas fontes, por todos os meus entrevistados. Não faria qualquer coisa que me desabonasse. A minha reação, naquela manhã foi de defesa e não me envergonho. O que foi feito, não foi de graça, repito. Não tenho o que esconder, tenho sim que prezar pela minha integridade. Até agora não tinha respondido suas provocações porque não me preocupo com o que pensam de mim. Me preocupo com minha consciência, essa sim. E como nada pesa sobre ela, estou tranqüila. Muito tranqüila. Resolvi responder agora, porque bastou. Venho, mais uma vez, me defender.
Espero que você seja um grande jornalista. Um bom curso para você. Sucesso!
Se quiser continuar um diálogo sem agressões, estou aberta para isso.
Um abraço,
Raquel Porto Alegre

Marcus Gusmão disse...

Rapaz, não sou nenhum caga-regra mas como você botou um pomposo pós-graduando em jornalismo antes do seu nome cuide de escrever direito. Dói nos ouvidos ler coisas do tipo "provocações passadas pela jornalista" ou vírgula separando sujeito de verbo.

Não sei se Caetano é ladrão, mas até hoje ele não explicou onde arranjou R$ 145 mil para colocar debaixo do colchão. Mas posso afirmar que o ilustre prefeito é, no mínimo, um baita sonegador e isso não fica bonito para um cara que recebe salário pago com o meu e o seu imposto. Não merecia festa no retorno da cadeia.

Quanto à jornalista, fiquei do seu lado pelo simples fato dela ter sido agredida no exercício da profissão. Faltou a ela sangue frio, e eu entendo, para agüentar as agressões dos militantes e amigos do prefeito, a maioria assalariados do município que recebe a maior fatia do ICMS do estado e sempre gastou muito mal este dinheiro. Em Camaçari o mau uso do dinheiro público desconhece ideologia.

Nos meus quase cinqüenta anos de vida aprendi que esta paixão política que leva a agressões físicas e, muitas vezes, à morte, não passa de uma grande bobagem. Parece geral de estádio brigando por time de futebol. Todos os políticos do mundo até hoje só provaram que são íntegros até tomar o poder. Político só presta na oposição.

Chico Paiva disse...

Pelo que sei, Otaviano é sobrinho do prefeito Caetano! Ele e sua família inclusive tem cargos de confiança em Camaçari. Esse jornalismo aí não é verdadeiro. Sinto muito, meu caro!

Raquel Lins disse...

Já fui entrevistada por Raquel Porto Alegre, não a conheço como
profissional ou pessoa, mas a achei muito simpática, educada e
atenciosa.
Como estudante de Jornalismo, acredito que, o profissional que vai a
campo cobrir alguma pauta, ao deparar-se com algum tipo de agressão
verbal (que tudo indica ter ocorrido sim, mas obviamente não sobre a
pessoa dela, e sim, sobre a empresa a qual ela é contratada, como ela
mesma alegou), deveria ter mantido a sua compostura não se igualando,
pois essas tais possíveis ofensas pelo que vi e revi aqui, não eram
para ela e sim para a empresa. Esperava dela ter separado as coisas,
não por ter sangue frio ou orgulho, mas sim por maturidade
profissional e equilíbrio, sensatez, ela deveria era ter-se retirado,
amenizando a situação e dizendo que, se a presença daquele meio de
comunicação que ela representava os incomodava, retirar-se-ia.
Para a empresa Tv Bahia, ela estaria munida de justificativa pela
impossibilidade da cobertura dessa pauta por conta da hostilidade dos
presentes.
A Rede Bahia, toda ela, principalmente a TV e o Jornal Impresso, sabe
sim, que possui a desconfiança de boa parte da população baiana por
conta da sua paternidade política, que deixa cravada uma marca, uma
linha editorial de trajetória do jornalismo tendencioso, ora sucinto,
subliminar, ora realmente escancarado, que é a razão de ter nascido e
ainda existir. Principalmente a Tv Bahia.
Percebi pelos relatos aqui, que o estopim foi sim ela ter perdido o
controle revidando, pois tomou as dores da sua empregadora, e isso foi
comprovado nesse blog por essa fotografia que, retira o manto de
completa 'vitimização' que estava sendo veiculado na mídia baiana por
intermédio da empregadora, pois só o lado, diga-se,"agredido" é que
até então tinha provas materiais do confronto.
Já que ela mesma em seu comentário aqui assumiu que perdeu o controle,
então fica uma lição para nós, ainda estudantes de qualquer nível
acadêmico do Jornalismo Contemporâneo: Jamais vestir publicamente a
camisa do empregador a quem comunguemos dos idéias que pregam, pois
isso é, no exercício da função, desprezar claramente a ética
jornalística de isenção no exercício da profissão, respeitar a massa
que o meio já oprime. Bater-se em retirada prezando pela postura
profissional que foi escolhida pelo Jornalismo impõe escolhas que não
exponham o corporativismo que o empregador supunha e é absorvido por
alguns dos nossos.